foi criado em homenagem
ao cantor Leonardo.
É um espaço onde amigos, poetas e
amantes das artes, da literatura, da poesia,
das mensagens edificantes e da bela música...
reúnem-se para usufruir o
que há de melhor na Internet.
É uma maneira de estreitarmos laços de
amizades sinceras e de
desfrutarmos de momentos
de reflexão e de aprendizagem
num clima descontraído e harmônico.
Neste espaço não é permito nenhum tipo
de material vulgar ou ofensivo que venha
constranger os integrantes do grupo.
Mary Trujillo

Roberta Viana - Sollua
Alberto Peyrano

Lúcia Trigueiro

Zilca Tricerri

Ógui L. Mauri

Colaboradora de Eventos:




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Cristiny On Line

"Poetas de Ouro" do mês de abril de 2012.
Por ordem alfabética.

A Rapidez com que o Tempo Passa
Maria Tomasia
Às vezes, fico observando
A rapidez do tempo se esvaindo,
Como que obedecendo a um comando,
Fazendo com que a vida vá diminuindo.
Os minutos não cessam de correr,
Como os pássaros que estão a voejar:
Tão rápido que ninguém os pode suster,
Nem conseguir as mãos, neles, pousar.
Bem que poderia ser mais lento,
Para que pudéssemos ter mais encanto
Até para apreciar o passar do vento,
Enquanto estamos nesse recanto.
O tempo é sempre inclemente;
Chega rápido para nos fustigar,
Transformando a vida da gente
Num eterno e triste recordar.
Maria Tomasia
27.04.11
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Doce Melodia...
Naidaterra
Cada nota é um carinho
Para minha alma que
Desperta e de saudade chora
Não estar em seu lugar
De origem
O som se propaga e alcança
As mais elevadas esferas
E as almas afins se reencontram
E permanecem juntas enquanto
A majestosa melodia se faz presente
São as almas que tocam,
Dançam, cantam, pintam,
Modelam com genialidade
Dando vida às formas esculpidas
E os poetas, com maestria
Encantam com seus escritos.
Ah! mel, bálsamo, pureza que
Minha alma desfruta ao
Som divino deste violino
Cada nota uma emoção sublime
Quem dera eu pudesse
Eternizar este momento
De prazer e reencontros
Viver ao som desta melodia
Como encantamento que
Não se quebra
Ah! doce reconhecer da
Minha alma que se deleita
Ao som deste violino e,
Descansa o meu corpo
Ainda tão denso.
Naidaterra
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Tão-Somente Mulher
Yara Nazaré
Ainda que não me vejas
Na essência como sou
Não sou uma concha vazia
No meu jardim
Tenho rosas cultivadas
E regadas com amor.
No peito meu coração aflora
Pleno de alimento interior
E na minha metamorfose
Sou como a borboleta
Que pousa de flor em flor
Sugo delas o néctar
Que tece o meu caminhar
E sem alarde revelo
Meu perfil transparente
De fácil leitura e tradução.
Sou assim...
Tão somente mulher
Ser que pensa e alimenta
A esperança de viver
No mundo sem medo e sem dor.
Mostro-me na palavra autêntica
Escrita em versos simples
Sem a vaidosa pretensão.
É o meu retrato vivo
E dos dias que enfeito
Com as estrelas e o luar
Que tomo emprestados da noite
Ao tentar meus sonhos, realizar!
Yara Nazaré
19.03.2003
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"Poetas de Ouro" do mês de março de 2012.
Por ordem alfabética.

Asas do Vento
Badu
Olhar denunciou nostalgia,
dia tempestivo em apressado fechar
da janela e cerrar dos olhos.
Fez coração chorar desilusão
acompanhando a dor dos ponteiros
incriminando o tempo.
Choro por ti ingratidão que se veste
em pele de criança ingênua,
com a plena certeza que eu te abracei.
Como queiras assim será até o próximo
tropeço... esse é o preço dos braços da
liberdade é a maldade escurecendo o céu.
Onde estas agora?
Passaram horas e eu me perdi
quando não voltavas mais, volto atrás me
perdoes se eu esquecer tua face.
É fácil gostar sem entrega e pedir
perdão com um sorriso!
Não é preciso explicar felicidade,
quando chegar não bata na porta está aberta
e as chaves nunca troquei de lugar.
Precisava escorrer uma lágrima minha,
tão logo vou crescer mudar meu corpo,
apresentar rosto adulto,
secarei os olhos pelas palavras rudes
que já aprendi e meus lábios negaram falar.
Vais lembrar-te de mim?
Sim ainda espero das promessas que me
entregastes um dia, alegria apenas
adormece, se aborrece na espera de uma
primavera que ainda vem.
Sou a ilusão do homem ou a
certeza do menino qual a indecisão
do sol e da chuva retratando a fusão de cores
atiçando a menina dos olhos.
Ditaria um poema inteiro e por inteiro
reconstruiria o coração das rasuras
que acompanharam esse tempo sem ti.
Conto até três...
Outra vez as estrelas se recolhem
e no silêncio tenho tua ilusória presença.
Aqui... livre estou juntando momentos,
recortes em disformes formas de um tempo,
soltas amarras nas asas do vento.
Badu
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Como te Enganas...
Theca Angel
Finjo crer em ti, mas na verdade
Algo dentro de mim me alerta...
Onde aprisionas a sensibilidade
que teus sentidos não desperta?
Não descobres das palavras, a paixão...
O jeito meigo de murmurar baixinho
palavras que atinjam meu coração
E tentem despertar em mim, carinhos?
Nada sabes de amor? Pobre de ti!...
Naufragas em meio a essa descrença
Não te alivia sequer a esperança.
Morres um pouco à cada parvo dia
desta tua existência, buscando inútil
sufocar sonhos, em meio âs poesias!
"Infeliz aquele que não liberta sua crença
e colhe de um amante coração, as fantasias!"
Theca Angel
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O Verde do Lago
ZzCouto
Naquele lago, o silêncio era total
a paz reinava, com estrelas a brilhar.
Contemplando aquela noite magistral,
sonhei, sem poder me ausentar...
Folhas mortas caíam ao meu redor,
e tudo ressumbrava perfume de selva.
Enquanto não chegava o meu amor,
caminhei na fria e molhada relva.
Era tudo verde, tudo real,
o meu olhar, o meu sentimento.
E na esperança do encontro ideal,
parecia ver teu vulto, por um momento.
Nas águas do verde lago, meus olhos cintilaram,
na antevisão do príncipe encantado.
Para as cores da vida e do amor, sorriram,
deixando o coração mais apaixonado...
ZzCouto
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"Poetas de Ouro" do mês de Fevereiro de 2012.
Por ordem alfabética.

Lampejos de Beijos
Gui Oliva
Beijos esses lampejos,
alguns me causam
medos.
Um beijo de amor
me cala,
e do meu peito
então apaga,
todo e qualquer
dissabor.
Quando da tua boca
vem favo de mel
da minha expulso o fel.
Um beijo dado,
como água espraiada,
pode ser tudo ou nada.
Que beijo é esse
que me alcança
e me enlaça
e me põe desnuda
e descalça?
Beijinho meu é bom
se trocado no apogeu,
não venha falar de bombom,
de doce beijo entendo eu.
Volta aos enlaços
da minha lira,
recompõe
aquele beijo,
cheio de desejo
que me inspira
Dado sem desejos
beijo vira pó,
tenha dó...
será melhor
que não dê...nó!
Os beijos são meus
e, se trocados
com os teus,
não são banais
e reles,
são especiais,
são beijos
daqueles!
Gui Oliva
Santos/SP março/2007
Da Série Concisos Sem Siso
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Aprendendo a Viver!
Luli Coutinho
Ensinou-me a arte do amor espiritual
Nascido novamente num encontro angelical
Amei-o e abracei-o no meu sonho de amor.
Completou-me com a sua sabedoria
Trouxe-me a luz e os acordes d'alegria
Dançando comigo o canto dos colibris.
Deixou-me sua serenidade, sua alma!
Encontrando-se com a minha, abraçou-a,
E com carinho acalmou-a em seu ninho.
Ensinou-me a arte da emoção!
A cantar e dançar com o coração
Chorar de amor ao ouvir uma canção.
Mostrou-me a arte de viver!
O amor em versos à vida renascer
Incentivando a minha poesia.
26/04/06
08/12/07 ( reformulada)
Luli Coutinho
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« Beijo Virtual »
Sylvia Cohin
E quando meu silêncio perceberes,
quando meu olhar distante e ausente
não te encantar como antigamente,
ainda assim me sentirás presente.
E quando eu frígida te ignorar,
quando sentires ao tocar-me, o arrepio,
a indiferença do meu corpo frio,
ainda assim, não te faças arredio...
E quando me abraçares carinhoso,
quando eu calada parecer zangada,
teimosa, não te disser nada,
ainda assim, diz que sou tua amada...
Fala baixinho e bem devagar,
as coisas que sempre disseste pra mim,
cola tua boca em minha boca, assim...
Eu te darei um doce beijo carmim
e tu serás o mais feliz mortal.
Nem sentirás
que o beijo que te dou é virtual.
Eu te farei sorrir, feliz, de tanta sorte,
que nunca saberás
de quem te beija, a própria morte.
Sylvia Cohin
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"Poetas de Ouro" do mês de Janeiro de 2012.
Por ordem alfabética.

Paixão e Pétalas
Elisa Santos
Abraço a noite, visto-me de orvalho e
passeio em teu corpo, minha lua nova.
Tuas águas e o reflexo da rosa purpúrea
...Eclipse total!
Paixão e pétalas escrevem no lençol,
versos e partitura no espelho
que incitam minha boca cante
em teu corpo o desejo.
No silêncio a voz se espalha em leque
venta seda que teu corpo aquece ,
Faz-te dançar suspiros em minha cantiga.
Rodopiando-me em amor até o alvorecer!
Elisa Santos
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Madrugada
Lêda Mello
Como falar da estrada percorrida,
Se o nada é chegada vã do agora?
Este cansaço que esmaece a vida
É velho porto onde meu barco ancora.
Te via em tudo, através do nada,
Um sonho amado de cada momento.
À luz do sol, na noite enluarada,
Presente estavas no meu pensamento.
Distante vai o tempo em que a esperança
Luzia o coração e, na lembrança,
Suave encanto, cuidado como a flor.
Só saudades são as fiéis companhias
Das noites solitárias e vazias.
O que restaram de um sonho de amor.
Lêda Mello
Arapiraca (AL) - Brasil
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